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Peritos uniformizam testes e laboratórios(Diagnóstico de malária, SIDA e tuberculose) By: Arsenio Manhice Maputo Mozambique (AMMREN) Moçambique e outros países do mundo vão passar a usar um único tipo de testes e laboratórios para fazer o diagnóstico e seguimento de doenças como malária, HIV/SIDA e tuberculose de forma a permitir que os resultados tenham a mesma interpretação e valor. A decisão consta da Declaração de Maputo saída da reunião internacional sobre harmonização e padronização clínica dos laboratórios que decorreu entre 22 e 24 de Janeiro na cidade capital de Moçambique, Maputo. O encontro que decorreu sob o lema “Apoiar a Expansão Sustentável da Qualidade de Testagem para a Melhoria dos Cuidados e do Tratamento de Pessoas Infectadas e Afectadas pelo HIV/SIDA, Tuberculose e Malária” , juntou 120 peritos e decisores oriundos de 28 Países africanos, do Camboja, do Haiti, da Índia, da Tailândia e do Vietname. De acordo com Moha Abdul, oficial de Programa de HIV/SIDA na Organização Mundial dA Saúde (OMS), o que se pretende é fazer com que, independentemente da pessoa ou ponto em que os testes são feitos, os resultados tenham uma leitura válida para qualquer entidade. Assim como Moçambique, a maioria dos países usam, actualmente diferentes séries e modelos de testes e laboratórios para diagnosticar os mesmos tipos de enfermidades. Além da vantagem em termos de fiabilidade das análises, coloca-se a questão de acessibilidade e simplicidade na manutenção dos referidos materiais. Ao usar o mesmo modelo de equipamento, de acordo com o nosso interlocutor, a questão da assistência que tem sido “bicho de sete cabeças” para muitos estados pobres fica facilitada. Moha Abdul disse que os peritos produziram duas listas contendo os tipos de testes e laboratórios recomendáveis à escala nacional. Das duas listas, uma delas é de uso obrigatório, conforme disse aquele quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) baseado em Maputo. Para a implementação desta recomendação a Declaração de Maputo será submetida aos governos, através dos ministérios de Saúde. “Decidimos que o sector privado fosse chamado a obedecer estas recomendações pois há uma parte de cidadãos que é assistida nas unidades sanitárias não públicas”, disse. Além desta recomendação, os peritos concordaram que os países em vias de desenvolvimento devem ser assistidos técnica e financeiramente pelos Estados ricos na elaboração de planos de desenvolvimento da área dos laboratórios. A medida visa assegurar a materialização da harmonização e padronização clínica dos laboratórios, na esperança de poder saber medicar os doentes e, consequentemente reduzir a mortalidade. O encontro foi organizado pela OMS, com o apoio do Banco Mundial, do Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos da América para o Alívio do HIV/SIDA (PEPFAR), do Fundo Global para a Luta contra a SIDA, Tuberculose e Malária (GFTAM) pela Fundação Bill e Melinda Gates, assim como pela Fundação Clinton. Fim do texto.........................
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