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Centro de Moçambique lidera casos de malária

By: Arsenio Manhice Maputo

Mozambique (AMMREN)

As províncias da região centro de Moçambique são as que mais episódios e óbitos de malária estão a registar no presente verão, segundo indicam os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MISAU), nos seus boletins epidemiológicos mensais.

Por exemplo, durante o mês de Outubro, as autoridades sanitárias notificaram 779.985 casos e 240 óbitos contra 329.443 episódios e 191 óbitos havidos no mês anterior. Em termos percentuais, esta situação representa um aumento de 137 porcento dos casos.

No boletim referente a este mês, a província de Nampula aparece com o registo de 276.490 casos, Zambézia 177.922 e Sofala 110.521.

 

Maputo cidade com 4.629 episódios e Maputo Província com 23.008, no sul do país, figuram como sendo as que menos doença tiveram naquele período.

No boletim do mês de Setembro, o registo global foi de 329.443 casos e 191 óbitos contra 441.295 casos e 269 óbitos do mês de Agosto. Comparando estes dois mês (Setembro e Agosto), nota-se uma descida de casos em cerca de 25,3 porcento. No entanto, subida na avaliação de Setembro e Outubro.

 

As províncias de Inhambane, Sofala, Nampula e Zambézia registaram o maior número de casos. Enquanto isso, a Cidade de Maputo, Maputo Província e Gaza, são as que menos episódios notificaram.

Esta realidade, significa que maior trabalho deve ser realizado, na componente educação às comunidades para o uso dos meios de prevenção cuja eficácia está comprovada. Dentre os métodos de prevenção, particular destaque vai para o uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas de longa duração das marcas PermaNet, Olyset ou DawaPlus ou ainda SafNet.

Além das redes mosquiteiras, as autoridades de saúde já estão a pulverizar as residências usando o DDT, um insecticida que se acredita que possui maior eficácia para eliminar os mosquitos que provocam a malária.

O Tratamento Intermitente Preventivo, exclusivo para as mulheres grávidas é outro método cuja aderência é incentivada pelo Programa Nacional de Combate à Malária (PNCM).

No entanto, apesar da sensibilização contínua que tem sido feita pelos activistas e dirigentes de saúde, a maior parte das pessoas que vivem em zonas endémicas ainda não respondem em conformidade com as recomendações.

Esta é a principal razão que faz com que mais casos continuem a acontecer, embora houvesse outras razões.

 

 

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