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Na luta contra malária: África deve reforçar partilha de estratégias

A NECESSIDADE de maior partilha de estratégias e responsabilidade entre os Estados africanos que lutam contra a malária voltou a ser enfatizada ontem, em Dar-es-Salaam, Tanzania, por cientistas envolvidos nas pesquisas que em 2011 podem trazer uma vacina para a prevenção da malária, produto que se acredita irá erradicar esta doença. De acordo com Hassan Mshinda, director do Instituto de Saúde Infakara, a malária é um problema dos africanos e cabe a estes saberem conjugar políticas para se livrar desta enfermidade.
Maputo, Quarta-Feira, 11 de Junho de 2008:: Notícias

Frisou que mais do que nunca, hoje é evidente que se um país se desdobra na eliminação dos vectores do parasita que provoca a malária, enquanto os demais continuam indiferentes, o esforço será nulo. Tudo porque os mosquitos podem emigrar de um país para o outro, o que só pode ser reduzido caso haja, em todos os Estados a partilha de estratégias.
A Iniciativa para o Desenvolvimento Espacial dos Libombos que envolve Moçambique, Suazilândia e África do Sul é um exemplo de sucesso que pode ser utilizado para mostrar troca de políticas e coordenação necessária na luta contra malária, no caso concreto, na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Mshinda falava minutos depois do lançamento da primeira edição da revista “Eyes on Malária”, propriedade da Rede de Jornalistas Africanos de Pesquisa da Malária, uma organização sediada em Gana que congrega repórteres e cientistas ligados aos estudos tendentes a encontrar soluções medicinais eficazes para controlar ou erradicar a malária.
Na mesma oportunidade discursou Tomás Vieira Mário, recém-eleito vice-presidente do “board” da Rede de Jornalistas Africanos de Pesquisa da Malária. O cargo de presidência foi ocupado por Seth Owusu, cientista que actualmente dirige o Centro de Investigação em Saúde de Kintampo, Gana.
Para Tomás Vieira Mário, a Imprensa africana deve tomar uma nova postura, aumentando a quantidade e qualidade de informação sobre as pesquisas que estão a ser feitas em vários países africanos. “Temos tudo para oferecer, às nossas comunidades, dados exactos e indispensáveis para controlarmos a malária. Temos que assumir com maior responsabilidade o nosso papel de informar e formar as comunidades vulneráveis”, disse.
A secretária executiva da Rede, Charity Binka, anunciou que Moçambique é um dos países contemplados pela ajuda financeira de “Indepth Network” para trabalhos da comunicação social. Segundo ela, Moçambique tem mostrado determinação, através da Imprensa, na busca de soluções para vencer a malária, o que deve ser reconhecido e seguido pelos demais países.

  • ARSÉNIO MANHICE, em Dar-es-Salaam
 
   
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